Mor

Eu sempre tenho mil palavras pra falar de amor, de paixão, de tesão, de sexo, aspirações e emoções. Não tenho pudor, medo, preocupação ou penso em quem vai ler. Sinceramente? Não penso em quem vai ler. Penso no que quero dizer e digo. Mas quando falo de você, eu me desminto, me contradigo, me domino. Eu penso em você.

Eu vivia pedindo ao vento, ao tempo a Deus que me desse um amor de novela, de livros e de cinema. E veio você pra me mostrar que eu preciso aprender a pedir, mas ainda bem que só aprendi agora, se não teria pedido um amor fácil de se viver. Mas eu gosto do sabor da conquista, da saudade, da luta. E eu luto por você todos os dias quando acordo.

Porque eu nunca vivi um amor que me chamasse de “mor”. Porque quando olho nos seus olhos verdes, aqueles olhos que hipnotizaram minha alma e me levaram até sua cama naquela noite, eu me inundo de saudades.

Porque eu adoro nossas conversas sobre política, viagens, futuro, trabalho, estudar, família, música, corte de cabelo, meus sentimentos, seus sentimentos, filhos, passado, presente, televisão, literatura. Viu porque nos chamamos de amor?

Porque toda vez que eu chego em um bar, desejo suas mãos pra segurar em uma mesa em um jantar simples com os amigos num dia de verão. E me desculpe, mas toda vez que eu ver suas mãos soltas em uma mesa de bar esperando pelo jantar eu vou segura-las. Faz parte do meu show deixar claro que eu sou sua aquela noite.

Porque eu quero chegar em casa e me perder no seu vocabulário de pensamentos as vezes silenciosos e as vezes representados no que a ciência já comprovou, que nós mulheres falamos mais. Ai você para e me observa falar, penetra os olhos em cada pedaço de mim e no fim diz, eu confio em você. Bastou assim pra eu perceber de novo porque eu dei nome de amor ao que criamos.

Quero entrar num carro com você e sairmos sem rumo, pra algum lugar por aí que nos atraia naquele dia, sem pressa de voltar, sem mapa pra guiar e sem sono. Não ouse dirigir comigo de novo com sono e nem bêbado. Dá próxima quando bebermos eu dirijo. Parece que escutei a frase: “Eu visto as calças, eu mando!”.

Adoro esse teu jeito que me faz sentir dominada, me faz pensar que tenho dono. E embora eu não seja fácil de domar, vez o outra me deixo ser domada e mandada. Você sabe bem.

E de tanto te querer, desejo chegar em casa e bagunçar teu cabelo claro molhado, enfiar a mão nele, profundamente como faces rubras e febris e me deliciar no seu gosto musical completamente oposto do meu, mas que completa cada pedaço do que queremos no outro. E sabe mor, não somos iguais. Somos opostos e por isso fluímos.

Só quero hoje beber nossa cerveja na praia, ir pra casa e acabar nossa noite no teu cantinho. Não preciso de detalhes, você detalha tudo sem eu pedir. E quero acordar no outro dia com vergonha do meu cabelo bagunçado, do meu bafo de cerveja misturado com sono e te olhar com cara de que quero mais. Eu sempre quero mais.

Mor, eu tô com medo também. Você sabe, já te disse mas se não fosse amor eu já teria desistido a muito tempo e sinceramente? A única coisa que quero desistir de fazer é não ir em outras cidades de Marrocos com você. Não adianta, no fim das contas você vai subir num camelo e atravessar o deserto comigo. Tem dúvida? Eu quero ir pro mundo ao seu lado, nem que seja do chuveiro pra cama, da cama pro chuveiro.

Mor, eu tô te amando cada dia mais. Boa noite e até amanhã. Amo-te de uma brasileira louca, livre e completamente apaixonada. Aliás, vamos tomar banho de chuva juntos a próxima vez que chover? É que eu não gosto de terminar com despedidas…

 

 

 

 

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