Vida é vida, Face é Face!

Bom dia, boa noite, vou ao banheiro, partiu, topar, #Todeboa.

Parece comum pra uma sociedade que vive mais em função do “show” do que do realmente ser. E nem preciso apelar pro discurso bonito da vida simples, do básico, da simplicidade em forma de sorriso. Piegas!

Mas até onde facebook te conta tudo o que realmente você nem quer saber?

Amar em tempos de facebook também é um desafio. É como ler “Much Ado About Nothing” de Shakespeare, muito barulho por nada? Muita intriga, confusão e depois tudo se resolve. Mas bem depois, depois de muita tempestade em copo d’água, show, guerra, trégua e bandeira branca (Embora eu prefira o drama de Hamlet).

Amores perfeitos, casais lindos, “eu, você, dois filhos e um cachorro”. Mas gente, eu nunca vi um casal publicando: hoje nós brigamos feio, hoje ela peidou do meu lado na cama, o pé dele fede, acordei com bafo e beijei-a assim mesmo… Porque essa ânsia por sermos perfeitos? Quem disse que perfeição tem graça? Que ausência de erros é admirável? Na maioria das coisas na vida os erros são aceitáveis e muitas vezes servem de empurrão pra mudanças. Imagina se eu nunca tivesse caído tentando andar quando era pequena? Estaria sentada, esperando minha mãe levar comida pra mim e pelo que conheço da minha mãe, estaria passando fome.

São aqueles amigos que são melhores amigos, bebendo bebidas importadas, juntos na beira da piscina iluminada ( Prepara a foto que essa é pro recalque) mas nos dias de chuva, raios e tempestades nunca encontramos esses tais amigos. Será que estão naquela mesma piscina ainda bebendo um drink?

E vem cá, recalque de quem? Do que? Anda todo mundo tão preocupado com a percepção do recalque alheio que todo mundo olha só pro próprio recalque. Oi?

E ai um dia você percebe que quando fica dois dias ( por falta de internet) longe das redes sociais, você respira mais profundamente, enxerga e não apenas vê as pessoas ao seu redor ( e isso inclui até família), enxerga as flores no canto da rua, olha nos olhos, descobre que aquela pessoa linda na foto do seu facebook é péssima de conversa, procura em outras as 500 curtidas que ela possui nas fotos e se surpreende ao perceber que a simplicidade de algumas não é nada simples. Nada que a vida real não demonstrasse a gente só não quer ver.

E se tenho que agradecer alguém por tais percepções, esse alguém é o alguém que amo. Uma frase e uma palavra: “Mor, é só facebook, muita coisa ali nem é real” e uma cara de deboche prolongada com um olhar de desprezo pro infinito. Pois é só facebook amor.

Eu confesso que gosto do “Show” mas confesso que a plateia tem sido mais interessante. Afinal quem está no palco sempre atrai as luzes. Pelo menos no teatro, no cinema ou na TV as pessoas normalmente ganham por isso. No facebook, não. A não ser que você queira mesmo se vender, seu trabalho, suas ideias, seus projetos. No mais indico, fotos peladas, decotes, vídeos polêmicos e se nada funcionar, fanpage e Link patrocinado.

Eu ainda gosto de postar fotos, músicas, virais… Mas acho que ando preferindo me ausentar aos poucos.

Que me encontrem na rua pra tomar uma, que olhem nos meus olhos pra dizer uma novidade, que batam no portão da minha casa pra me ver. E mãe para de me chamar pra jantar pelo facebook, sei que meu quarto tá uma bagunça, mas ainda consigo “te ver pela greta” da porta. Obrigada.

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